A receita para um Vale do Silício tupiniquim

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William F. Miller é uma das principais figuras do Vale do Silício, região americana no estado da Califórnia destaque mundial como berço das principais empresas de tecnologia do mundo.

Ex-reitor e atual co-diretor do Programa de Regiões Inovadoras e Empreendedorismo da Universidade de Stanford, Miller esteve recentemente em Florianópolis (SC) para participar de um evento internacional de empreendedorismo e inovação. Em sua participação, o senhor de 83 anos, que acompanhou de perto e participou ativamente de todo o desenvolvimento do Vale do Silício, apontou 14 características chaves para a criação de um habitat ideal de inovação e empreendedorismo.

William F. MillerComo Florianópolis tem sido propalada pela mídia internacional – a inglesa BBC e o italiano Corriere della Sera – como o Sillicon Valley da América do Sul, resolvemos analisar os 14 aspectos apontados por Miller e situar a capital catarinense neste contexto. São os recursos básicos para o desenvolvimento de uma economia de alta tecnologia, que envolva pesquisa, intensa atividade empreendedora e um habitat com ambiente social e político que facilite a inovação e o desenvolvimento de empresas.

Se você tem um bom solo e ambiente para crescimento de uma planta, você certamente colherá bons frutos e resultados. Em um habitat de inovação, a mesma situação ocorre.

Willliam F. Miller, Universidade de Stanford

Nos próximos dias iremos publicar aqui no TI Santa Catarina a nossa visão sobre os 14 aspectos levantados por Miller. Serão 14 posts para introduzirmos os assuntos e, juntos, debatermos alternativas e a viabilidade do polo tecnológico de Florianópolis na perspectiva internacional. Confira:

1) Intensidade de conhecimento
2) Universidades e institutos de pesquisa que interajam com eficácia com a indústria
3) Políticas trabalhistas favoráveis
4) Resultados orientados pela meritocracia
5) Flexibilidade e trabalho móvel
6) Clima favorável para o risco empresarial e tolerância aos erros
7) Conhecimento em capital de risco
8) Ambiente de negócios aberto
9) Ambiente de colaboração
10) Especialistas de negócios
11) Alta qualidade de vida
12) Conexões globais
13) Poder de multi-clusters dentro do ambiente de inovação
14) Liderança para transformar

Acompanhe nos próximos dias a publicação dos mini-artigos, com cada um destes aspectos.

Autor: Rodrigo Lóssio

Jornalista formado pela UFSC, especialista em Propaganda e Marketing pela UNIVALI, com MBA em Gestão de Negócios, Mercados e Projetos Interativos pelo I-Group. É sócio-diretor da Dialetto e editor executivo do blog TI Santa Catarina.

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  • http://manualdastartup.com.br/ Eric Santos

    Bacana a iniciativa Lóssio!
    Acho importante discutirmos os gargalos para um dia podermos ser de fato o Sillicon Valley brasileiro.
    Abs!

  • Leonardo Martins

    Olá legal o texto.
    Mas Floripa comparada a Sampa ou até ao Norte do Estado, não tem 10% dos profissionais da área, e o salário aqui é inferior a essas regiões.
    Para se torna uma Vale do Silício tupiniquim, ainda tem muita coisa a melhorar, em todas as áreas.
    Mas quem sabe um dia não chegamos lá!

  • http://twitter.com/rkammer Rodrigo Kammer

    Tenho uma certa aversão ao termo “Sillicon Valley” Brasileira.

    Eu sei que impressa gosta de um termo ou rótulo para identificar certos temas. Mas associar o polo de tecnologia catarinense à Sillicon Valley nos faz parecer pequenos. A idéia de ter que sempre comparar o que acontece no Brasil com algo que aconteceu fora me deixa frustrado. Sem falar que geograficamente Florianópolis é uma ilha e não um vale.

  • http://www.lossio.com.br Rodrigo Lóssio

    Leonardo, grato pela contribuição. Realmente não somos hoje o aclamado Vale do Silício na América do Sul. Há muito para desenvolver e construir, certamente. Temos algumas características que nos fazem manter o sonho de um dia chegar a, talvez, um décimo do que é o Sillicon Valley. Ainda assim, falta muito. Vamos continuar o debate!

  • http://www.silvano.pro.br Silvano Girardi Jr.

    Eu sou daqueles que vibram quando sai alguma notícia internacional sobre Florianópolis na área de tecnologia.

    “The Silicon Valley with beaches” como um dia chamaram na Newsweek.

    Concordo com o Leonardo, temos muito chão pela frente, mas creio que estamos no caminho certo.
    Nossas incubadoras e parques tecnológicos estão crescendo. Particularmente, estou ansioso pra ver o Sapiens Park pronto.
    Excelentes idéias/iniciativas como o http://www.sinapsedainovacao.com.br/!

    Enfim…

    Temos muita gente boa trabalhando em Florianópolis. Milhares de idéias borbulhando em nossas cabeças, prontas para ser abraçadas por investidores… só esses caras que eu não tenho visto com frequencia por aqui… na minha opinião, é a diferença básica entre a Silicon Valley de lá, e a nossa aqui.

    Abraços!

  • http://www.lossio.com.br Rodrigo Lóssio

    Cultura para investimentos. Falou bem, Silvano. Grato pela participação. Aliás, este é assunto para os próximos pontos que o William Miller apontou para uma economia de sucesso como a do Vale do Silício. Acompanhe!

  • http://www.jedimaster.com.br Jedi Master

    Ainda é preciso atravessar o “mar vermelho” cultural do empresariado nacional ou mais específicamente falando o de Florianópolis e região. Lá (Silicon Valley) a coisa aconteceu e acontece porque lá as empresas, em sua grande maioria amigos oriúndos de universidades, buscam parceiros. Não empregados. E não só a título de clichê porque algum consultor ou site de RH diz que assim deve ser e sim de fato. Tratar o indivíduo com uma perspectiva de medio e longo prazo e estar disposto a pagar (não só em salário) o preço por tal parceria, não só da boca pra fora. E isso é coisa rara em Florianópolis. Lá ao contrario daqui, o valor da tecnologia é reflexo da “materia humana”. E não o contrário. Quando isso acontece, os membros da empresa não se preocupam em perder o emprego. Preocupam-se e comprometem-se com a saúde da empresa e lutam por isso. Uma hierarquia menos vertical também é vital. Obviamente varios ingredientes são necessários. Mas a mudança de mentalidade viabiliza qualquer objetivo. E por aqui ainda impera muito a mentalidade de peixaria (cuida aí dux pexe q no final du dia passo pra pegah ox lucro…intendexti).

  • http://www.sarcastico.com.br Evandro Duarte

    Indústria limpa e desenvolvimento sustentável.

  • Pingback: TI Santa Catarina » Vale do Silício tupiniquim: especialistas, qualidade de vida e pensar global()

  • Bruno Malhado

    Parabéns pelo texto e pela iniciativa Lóssio!

    Acabei de voltar do Sillicon Valley original e quanto mais eu visito a região, mais eu acredito que Florianópolis tem todo potencial de construir um modelo parecido.
    Porém, isso faz parte de um projeto estruturado para uma realidade Brasil e deve ser feito passo a passo.
    Essa discussão é de vital importância para que o modelo seja criado.
    Abs!

  • http://floripaangels.org Marcelo Cazado

    Parabéns pelos posts, acho que SC têm tudo para torna-se “The Brazilian Silicon Island”. Para isso trabalhamos todos os dias!

  • saulo

    na minha opinião a comparação não é somente minorizadoras, mas sim fantastica quando pensamos que podemos evoluir a um nível além do que estamos ainda e devemos portanto invejar o vale do silicio. a inveja pode no entanto, ser usado pra te impulsionar ou pra te refrear, cada um escolhe.

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