Já ouviu falar em modelos de negócios? O momento é agora
por Maria Augusta Orofino Quantas vezes nos deparamos com uma situação que não conhecemos um assunto ou tema. Basta alguém evidenciar tal tema no nosso meio ou entorno e de repente tudo parece falar disso. Assim foi para mim o tema ?modelos de negócios??. Nunca tinha ouvido falar ou lido nada a respeito. Um dia, por conta de um tema que procurava para elaborar minha dissertação de mestrado, fui sugerida a estudar modelos de negócios. Disse eu a essa pessoa: Modelos o quê? Não seria plano de negócios? Ela me respondeu. Não, modelos de negócios. Eu não fazia ideia do que se tratava. Entrei de cabeça. Em um mês eu tinha o mapa do processo, os principais artigos e pesquisadores de destaque no mundo. Passei a usar as redes sociais para encontrar o que procurava e a cada dia agregava mais uma pessoa, mais um artigo, mais um pesquisador. Fantásticas descobertas que culminaram com a publicação de uma dissertação, originaram vários artigos, workshops ministrados e muita, muita conversa sobre tema. E que agora faz parte do meu dia a dia. Afinal, do que se tratam modelos de negócios? Os anos noventa foram marcados pelo surgimento de um novo espaço conceitual decorrente da pulverização e acessibilidade à internet, que resultou em significativas transformações na sociedade, na forma de realizar negócios, no relacionamento entre as pessoas e na aproximação de mercados. Esse novo espaço conceitual trouxe a exigência de mudanças na forma de organizar os negócios que surgiam e que precisavam ser modelados sob uma nova ótica uma vez que critérios adotados na era industrial já não podiam ser considerados nesta nova era do conhecimento. Como resultante desse processo, houve o surgimento de empresas que iniciaram suas transações comerciais baseadas no ambiente virtual. Naquele momento, essa forma de transação originou o termo ?modelo de negócio?? por se tratar de um ambiente diferente do até então existente. Com o passar do tempo e a banalização deste tipo de comércio, identificou-se que qualquer negócio tem um tipo específico de modelo, alguns formando determinados padrões, outros abrindo novos mercados e inovando. Mas para qualquer negócio, existe um modelo. Assim, de acordo com o autor Alex Osterwalder, modelos de negócios descrevem a lógica de como uma organização cria, captura e entrega valor aos seus clientes. Tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente em um evento que aconteceu em novembro de 2011 no Rio de Janeiro. Podemos dizer também que modelos de negócios é a representação dos processos de uma empresa de como esta oferece valor aos seus clientes, obtém seu lucro e se mantém de forma sustentável ao longo de um período de tempo. ? o caso da Xerox que criou um novo modelo de negócio, ao iniciar a comercialização de máquinas copiadoras, cedendo os equipamentos e ganhando na venda dos tonners e papeis especiais. Mohamed Yunus cria um novo modelo de negócio quando implanta o serviço de microcrédito para população de baixa renda pelo Grameen Bankem em Bangladesh. Podemos citar ainda a criação de um mercado totalmente novo no caso do Google e a criação dos anúncios AdWords através da internet como proposição de valor ao cliente. Ou da Nespresso, que cria um mercado doméstico para o café expresso, e por meio da patente de um sache, fideliza seus clientes. A inovação em um modelo...
Leia MaisPonto eletrônico obrigatório: agora é para valer
Depois de sucessivos adiamentos, que gerou insegurança no mercado e principalmente para fabricantes, a Portaria 1510 do Ministério do Trabalho que determina a instalação de pontos de registro eletrônico em empresas finalmente está vigente. Entrou em vigor nesta segunda-feira, dia 2 de abril. A portaria delimita a forma de registro e monitoramento da carga de horário de trabalho e define requisitos dos sistemas e equipamentos de Registro Eletrônico de Ponto (REP). A adesão é obrigatória para as empresas com mais de 10 empregados que já usam equipamento eletrônico para o registro da jornada de trabalho nas áreas da indústria, comércio em geral e serviços, incluindo, entre outros, os setores financeiro, de transportes, de construção, de comunicações, de energia, de saúde e de educação. Uma empresa catarinense está se posicionando fortemente neste mercado. ? a Ahgora Sistemas, de Florianópolis, que oferece soluções em ponto eletrônico como o REP Ah10, além de um sistema de ponto hospedado nas nuvens. Além de atender as necessidades legais dos clientes, a Ahgora investiu numa plataforma que oferece vantagens aos clientes como o acesso às informações sobre o ponto eletrônico totalmente na web, de qualquer hora e local. Já são milhares de clientes por todo o país, em empresas como CELESC, Samsung Brasil, Dafra, Vipal, Unimed Sergipe, entre outros. E para cada necessidade do cliente, a empresa investe em apresentar soluções sob medida. ? o caso da empresa mineira do segmento da Construção Civil Acoplation. Escolhemos a Ahgora por ter uma tecnologia superior que nos auxilia de forma precisa na gestão de nosso pessoal. Mesmo nas obras mais isoladas nós conseguimos manter as informações sincronizadas em tempo real com nossas unidades fixas. Após o uso do novo sistema, já adequado ao REP, ganhamos no processo diário de gerir seus funcionários. Com o PontoWEB e REPs da Ahgora nós ganhamos agilidade e economizamos tempo, sem contar na confiabilidade das informações. Agora nós temos um controle mais efetivo de nossos colaboradores em cada unidade. João Paulo Santos, departamento pessoal da...
Leia MaisCafé tecnológico apresenta framework de desenvolvimento
A Softwell promove no dia 24 de abril um café tecnológico para apresentar para empresas de tecnologia catarinenses uma plataforma de desenvolvimento integrado que simplifica o processo de produção de software. O framework utiliza uma nova metodologia de desenvolvimento sem códigos, 100% visual e que possibilita a rápida construção de sistemas corporativos para a web, simplificando procedimentos e ampliando a...
Leia MaisJovens de SC participam da maior feira de ciência e tecnologia do mundo
A Intel Brasil anuncia que um projeto de Santa Catarina fará parte da Delegação Brasileira de jovens estudantes selecionados para disputar a edição de 2012 da Intel ISEF (Intel International Science and Engineering Fair), maior feira pré-universitária de ciências do mundo. Ele se juntará a outros 17 projetos que foram finalistas das duas principais feiras nacionais ? FEBRACE (São Paulo, SP) e MOSTRATEC (Novo Hamburgo, RS). O projeto de Santa Catarina selecionado tem como tema: Escolha da solução ideal do vinagre de banana para captura da mosca das frutas. Foi desenvolvido em Camboriú, pelos estudantes Felipe Soares Wolff e Hilário Zornitta Júnior, com a orientação do professor Edson João Mariot. O principal objetivo da pesquisa foi determinar qual a solução com base de vinagre de banana é a mais eficiente para captura inicial e final do inseto adulto da mosca das frutas. A Intel ISEF deste ano acontecerá em Pittsburgh, EUA, entre os dias 13 e 18 de maio, e contará com a participação de 1.500 estudantes, que apresentarão projetos de 65 diferentes países, concorrendo a prêmios em dinheiro e bolsas de estudos nas mais renomadas universidades do mundo. Na edição de 2011, a delegação brasileira teve o maior número de premiados de toda a América Latina, com 11 projetos vencedores. O grande destaque foi a conquista do estudante paulistano Matheus Manuppela. Com o primeiro lugar da premiação da Illinois Institute of Technology, na área de Comportamento e Ciências Sociais, o jovem foi premiado com US$ 60.000,00 em bolsa de estudos na universidade devido ao seu projeto sobre a utilização de jogos de vídeo como método de concentração e autocontrole para adolescentes portadores de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Conhecimento técnico e criatividade são as principais características desses futuros cientistas. Cabe à sociedade gerar oportunidades para que possam apresentar e desenvolver suas ideias. E é exatamente o que temos feito. A Intel patrocina e apoia feiras de ciências no Brasil e em todo o mundo para gerar oportunidades a esses futuros cientistas. Ao todo, já enviamos mais de 700 jovens para este intercâmbio cultural e científico, na ISEF. Fernando Martins, presidente da Intel Brasil A ISEF é realizada desde 1950 e já revelou milhares de projetos inovadores, patentes e cientistas brilhantes para todo o mundo. Desde 1996, a feira conta com o patrocínio da Intel e traz o nome de Intel ISEF – Intel International Science and Engineering...
Leia MaisProjetos ampliam capacidade inovadora de SC
Santa Catarina teve três projetos aprovados no âmbito do programa Sistemas Regionais de Inovação (SRI) que irão ampliar a capacidade inovadora do Estado. O programa, que vem sendo desenvolvido desde 2010 em Santa Catarina, Minas Gerais, Paraíba e Alagoas, busca fortalecer os sistemas de inovação e estreitar o relacionamento entre empresas e instituições que atuam na área de ciência, tecnologia e inovação. Gerenciado em Santa Catarina pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL/SC), entidade do Sistema FIESC, o programa será disseminado posteriormente para os demais Estados brasileiros a partir de seus resultados, visando fomentar a inovação e, consequentemente, ampliar a competitividade industrial do país. Para isso conta com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Agência de Cooperação Espanhola, Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e Sistema Indústria (CNI). Dentre os resultados esperados com os projetos aprovados destacam-se a definição de um plano de inovação integrado para as principais mesorregiões de Santa Catarina, a integração entre os polos catarinenses de tecnologia da informação e comunicação e o setor produtivo, além da promoção de possíveis parcerias entre instituições de apoio à inovação para realizar ações que fortaleçam o potencial inovador das empresas catarinenses. Os projetos serão realizados com o apoio da Federação das Indústrias (FIESC), IEL/SC, SENAI/SC, Fundação Universidade Regional de Blumenau (FURB), Fundação de Amparo à Pesquisa de Santa Catarina (Fapesc), Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate), Sebrae/SC, Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Sociedade Educacional de Santa Catarina (Sociesc) e Instituto Internacional de Inovação (i3). Cerca de 370 empresas, 20 universidades e centros de pesquisa, dentre outras instituições do Estado serão beneficiadas pelos projetos. Com informações da assessoria de imprensa da FIESC e...
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