No Dia da Mulher, coletivo Anitas destaca o poder feminino na TI

 

Um dia para desafiar os  estereótipos sobre as mulheres na TI - evento do Coletivo Anitas levou 150 pessoas ao CIA Primavera. / Crédito: Divulgação TI SC

Um dia para desafiar os estereótipos sobre as mulheres na TI – evento do Coletivo Anitas levou 150 pessoas ao CIA Primavera. / Crédito: Divulgação TI SC

Seriam as mulheres realmente coadjuvantes no universo de tecnologia e inovação? O que dizer então do papel de Jean Jennings, Frances Spence, Ruth Teitelbaum, Marlyn Meltzer, Adele Goldstine, Betty Holberton, as seis programadoras originais do ENIAC, o primeiro computador digital eletrônico da história? Ou de Ada Lovelace, a “mãe” da computação, que criou em 1843 o primeiro algoritmo para ser lido por uma máquina? Estas pioneiras foram devidamente reverenciadas na última terça-feira, Dia Internacional da Mulher, durante o 3o. encontro do Coletivo Anitas – grupo de mulheres engajadas no empoderamento feminino na área de tecnologia e empreendedorismo – no Centro de Inovação ACATE Primavera.

 

Diante de cerca de 150 pessoas, diversas mulheres – empreendedoras, profissionais do setor de TI, educadoras – contaram um pouco de suas histórias e experiências para incentivar as participantes a serem também protagonistas em um setor que demanda muito de características femininas. Como a resiliência, aponta a advogada especializada em consultoria jurídica em TI Letícia Batistela, que também é presidente da Associação das Empresas de Serviço de Processamento de Dados (Assespro) do Rio Grande do Sul e que foi uma das convidadas do debate:  “eu não gostava do Dia da Mulher, mas hoje eu celebro. As mulheres não podem perder sua singularidade”.

 

Singularidade esta que reforça o dado de uma pesquisa da consultoria McKinsey, que afirma que empresas com maior diversidade de gêneros têm uma rentabilidade em média 15% superior a outras. Este foi um dos dados apresentados pela jornalista Emília Chagas, que tornou-se empreendedora ao fundar a Contentools e ingressar no universo ainda majoritariamente masculino das startups. “As mulheres ainda são vistas dentro do estereótipo de não gostar de tecnologia, mas lideram a utilização de diversas aplicações mobile, Skype e mensagem”, opina, citando dados de pesquisa da Intel.

 

A diretora de Direitos Humanos do governo de Santa Catarina, Maria Elisa da Silveira de Caro, mostrou que há um certo equilíbrio no estado com relação ao mercado de trabalho: 44,12% das vagas são ocupadas por mulheres, sendo que elas estão mais presentes no setor de serviços (32% do total) do que no comércio (20%), outrora um setor considerado muito mais feminino. Para ela, isso mostra um novo perfil da mulher trabalhadora. “O nível de envolvimento das mulheres no empreendedorismo brasileiro me parece muito maior do que na Europa”, aponta Florentine Versteeg, empreendedora social nascida na Holanda e que hoje é uma das responsáveis pelo Manifesto 55, destinado a educação protagonista.
Para a presidente da Assespro/RS, as mulheres não precisam competir para fazer o mesmo que os homens fazem no setor de tecnologia, mas sim aquilo que não fazem – e há espaço para isso. “O discurso de falta de oportunidades cheira a mofo. Cabe a nós escolhermos as oportunidades”.   

Tags: mulheres; TI;

Autor: Equipe TISC

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