Vale do Silício tupiniquim: ambientes abertos e colaborativos

Um mundo sem fronteiras para o comércio e para prestação de serviços. A tecnologia talvez seja um dos negócios que mais se beneficiam com a globalização – ela mesmo contribui diretamente para que todas estas fronteiras caiam, já que a internet contribui ativamente nas relações de negócios entre os países.

Nos dois aspectos de hoje, William F. Miller destaca como decisivo para a criação de um polo tecnológico de sucesso a existência de um ambiente de negócios abertos e que seja, ao mesmo tempo, colaborativo, integrador.

Vamos a eles:

8) Ambiente de negócios aberto

País desenvolvidos sempre foram reconhecidos por terem ambientes favoráveis aos negócios, com políticas de livre comércio, acordos com diversos países e, no caso do segmento tecnológico, mentalidade para atuarem com seus produtos e serviços em todo o mundo.

O Brasil é um grande mercado consumidor de tecnologia para a própria indústria nacional, nas suas mais diversas economias. É comum terem empresas catarinenses e de Florianópolis que tenham mais de 80% de seus clientes de produtos de tecnologia como software e hardware de fora de Santa Catarina. O ambiente é cada vez mais favorável para a promoção de negócios tanto internamente, como também tendo em vista o mercado externo. O Governo Federal tem sido um fomentador do segmento, com suas agências de promoção da tecnologia brasileira no exterior.

9) Ambiente de colaboração

O Vale do Silício é impulsionado por uma grande rede que envolve os empresários, entidades associativistas, instituições governamentais e centros de ensino e pesquisa. Há um entendimento e um processo colaborativo, mesmo sem ter um governo central do Vale – são vários municípios com agentes locais de coordenação.

O polo tecnológico de Florianópolis tem nas suas bases três vertentes essenciais: o apoio dos governos municipal e estadual, a Universidade Federal de Santa Catarina e as empresas e suas incubadoras. O grande sucesso do polo decorre da interação contínua destas três instâncias, que se comunicam e interagem em prol do setor.

As pontes existem, mas precisam ser cada vez mais solidificadas e atuarem em consonância – já que nos últimos anos multiplicaram-se as instituições interessadas no desenvolvimento do segmento. Recentemente a prefeitura criou uma secretaria que tem entre seus principais focos o atendimento aos anseios do segmento empresarial e acadêmico do setor tecnológico.

Autor: Rodrigo Lóssio

Jornalista formado pela UFSC, especialista em Propaganda e Marketing pela UNIVALI, com MBA em Gestão de Negócios, Mercados e Projetos Interativos pelo I-Group. É sócio-diretor da Dialetto e editor executivo do blog TI Santa Catarina.

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