SC Wireless: MCT quer inclusão digital pensando no social

SC WirelessO TI Santa Catarina participa nesta quinta do SC Wireless, evento que está debatendo a importância das cidades digitais e como prefeituras do Estado podem adotar estes conceitos. O evento é promovido pela Network Eventos e tem o apoio de diversas instituições de Santa Catarina e do país. Acompanhe pelo Twitter a cobertura online.

Na manhã desta quinta, uma das palestras abordou a questão da inclusão social e desenvolvimento regional. Roosevelt Tomé Silva Filho, da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Digital, do Ministério de Ciência e Tecnologia abordou o assunto. A secretaria desenvolve ações e programas em diversas áreas, como inclusão digital, arranjos produtivos locais, incentivo a uso de tecnologias sociais para comunidades tradicionais, divulgação científica e tecnológica, dentre outras. A criação de centros vocacionais tecnológicas, incentivando ações como olímpiadas de ciência são desenvolvidas pelo órgão federal.

Não há como conceber inclusão digital sem foco no social e não se pode implementar espaços somente para o acesso à internet, sem se preocupar com a formação e a qualidade de vida nas pessoas. O objetivo é transformar realidades locais, beneficiando o indivíduo, a comunidade e a sociedade.

Roosevelt Tomé Silva Filho, diretor da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Digital

Casa BrasilUm dos projetos mais conhecidos da secretaria é a Casa Brasil, um espaço para promover inclusão digital com viés para atendimento à comunidade, que pode explorar o espaço em salas de leitura, qualificação das pessoas no uso de equipamentos multimídias. A Casa Brasil mantém cinco unidades em Santa Catarina – duas em Florianópolis, outras duas em Joinville e uma em Blumenau.

Atuação do MCT

Roosevelt Silva Filho

Roosevelt Silva Filho

O orçamento para inclusão digital do Ministério de Ciência e Tecnologia neste ano sairá de R$ 132 milhões em 2008 para R$ 189 milhões em 2009. O valor há três anos era de apenas cerca de R$ 30 milhões.

Os programas de convergência social e de cidade digital propostos pelo MCT utilizam a cobertura de acesso a internet via internet sem fio, permitindo o acesso amplo e gratuito a web. O programa prevê conexão para o governo municipal, instituições de ensino, pesquisa, bibliotecas e museus, telecentors, estabelecimentos de saúde e segurança pública.

Entre as vantagens da adoção das cidades digitais apontadas por Roosevelt em sua palestra estão:

  • criação de uma rede metropolitana interligando prefeitura e secretarias municipais
  • integração de políticas públicas de inclusão social
  • a prefeitura amplia a promoção dos serviços de e-gov e atendimento ao cidadão
  • democratização no acesso a serviços e informações do governo
  • transformação da economia local promovendo escala e agregando valor.

É importante pensar em um plano de sustentabilidade e continuidade dos projetos de cidades digitais para que a prefeitura não arque com todos os custos da manutenção de toda a rede proposta. Isso se faz por meio de parcerias e também de condições como a de liberar o acesso gratuito à internet às famílias mediante a comprovação da quitação de tributos municipais e comprovação e matrícula dos filhos na escola.

Roosevelt Tomé Silva Filho

Autor: Rodrigo Lóssio

Jornalista formado pela UFSC, especialista em Propaganda e Marketing pela UNIVALI, com MBA em Gestão de Negócios, Mercados e Projetos Interativos pelo I-Group. É sócio-diretor da Dialetto e editor executivo do blog TI Santa Catarina.

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