Especialista internacional em microeletrônica faz palestra em Florianópolis

José Epifanio da Franca

José Epifanio da Franca

A microeletrônica tem muito a crescer ainda no Brasil. O Governo Federal por meio de diversas iniciativas tem sido um dos incentivadores e as empresas começam a apostar neste segmento. Santa Catarina não fica atrás – tanto que a criação de uma design house com especialidade nesta área – a Chipus Microeletrônica – já foi notícia por aqui.

Na próxima terça, dia 16, um evento na ACATE contará com a presença de José Epifânio da Franca, co-fundador da ChipIdea, empresa portuguesa líder mundial entre 2004 e 2007 na área de IPs analógicos. Mentor da Chipidea, Franca iniciou a empresa com um investimento próprio de 25 mil euros e, após 10 anos, seu empreendimento alcançou um valor de mercado de 127 milhões de euros.

Conhecer o potencial brasileiro na área é um dos motivos da vinda de Franca ao país e, em especial, a Florianópolis.

ChipusEle dará palestra gratuita no dia 16 às 9hs, com o objetivo de apresentar os desafios e oportunidades do mercado de IPs analógicos na área de semicondutores e o potencial de expansão para a indústria brasileira. A iniciativa é conjunta entre a ACATE e a design house Chipus Microeletrônica, especializada no desenvolvimento de IPs analógicos.

As inscrições estão abertas, são gratuitas (mas as vagas são limitadas) e podem ser feitas pelo site.

O estágio brasileiro

O setor é uma das metas do governo brasileiro, que está disposto a ampliar os investimentos e a capacidade do país em criar empresas para o desenvolvimento e produção de chips. Somente em 2009, o Brasil gastou mais de US$ 3 bilhões na importação desses produtos, de acordo com o Ministério da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior (MDIC).

As indústrias europeias que atuam com pesquisa e desenvolvimento na área de microeletrônica são as mais inovadoras, reinvestindo 18% de seu faturamento em P&D. Indústrias químicas ou de maquinário para engenharia aplicam em média 5% do faturamento em pesquisa, por exemplo. O Brasil tem um alto potencial, ainda que latente, para desenvolver sua indústria de circuitos integrados, sendo que os investimentos e a cultura em microeletrônica crescem visivelmente no país. Uma boa proposta deveria primar por potencializar as iniciativas e gerar novas oportunidades de negócios.

José Epifânio da Franca, co-fundador da ChipIdea

Com informações da assessoria de imprensa da Chipus

Autor: Rodrigo Lóssio

Jornalista formado pela UFSC, especialista em Propaganda e Marketing pela UNIVALI, com MBA em Gestão de Negócios, Mercados e Projetos Interativos pelo I-Group. É sócio-diretor da Dialetto e editor executivo do blog TI Santa Catarina.

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