Ketan Makwana: “Não há ideias ruins, mas ideias mal executadas”

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"Apenas 3% dos clientes entendem o valor das marcas. As empresas devem servir a este público", defende Ketan Makwana. Crédito: Divulgação/ACATE

“Apenas 3% dos clientes entendem o valor das marcas. As empresas devem servir a este público”, defende Ketan Makwana. Crédito: Divulgação/ACATE

O empreendedor inglês Ketan Makwana é uma referência global para quem quer, como ele, começar um projeto inovador do zero, escalar e se consolidar no mercado. Na última sexta-feira (22), Ketan apresentou no auditório do Centro de Inovação ACATE (CIA) – Primavera, um workshop para inspirar outros empreendedores a não desistir de suas ideias, desde que, claro, elas sejam validadas pelo mercado consumidor: “esse negócio de ideia ruim não existe, elas só precisam ser desenvolvidas e validadas. O problema é quando a execução é ruim”, resumiu. A palestra foi uma promoção da Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (ACATE), Clear Inovação e Rede Catarinense de Inovação (Recepeti).

Ketan resumiu quatro pontos-chave para estimular o processo de inovação e disrupção: a ideia, o valor que ela gera, a validação dessa ideia e a atitude para empreender e colocá-la em prática. Durante o workshop, ele recomendou aos empreendedores que façam entrevistas com possíveis clientes para entender se a ideia gera uma percepção de valor e se há demanda no mercado.

“Em geral, metade dos clientes não entende o valor das marcas. Sempre pede descontos ou prefere só usar a versão gratuita. Apenas 3% dos clientes entendem de fato o valor de seu produto. Precisamos servir este perfil de cliente: perguntar a ele o que está faltando, como podemos melhorar nosso produto”

Ketan Makwana, CEO da Enterprise Lab

A trajetória profissional de Ketan impressiona: sem formação acadêmica (ele desistiu da faculdade de Design quando viu que um professor não tinha experiência prática na área), rodou por subempregos até trabalhar com TI, antes do estouro da bolha da internet, foi para uma grande empresa de tecnologia para saúde mas acabou demitido quando a crise econômica bateu forte, em 2009. Foi quando ele apresentou uma ideia ao chefe que tinha acabado de dispensá-lo: “vocês estão cortando pessoal por conta da crise. Daqui a alguns anos, a crise vai passar e a empresa precisará encontrar talentos. Eu posso selecionar esses talentos e contratá-los para vocês”. Este foi o embrião da Enterprise Lab, criada com a missão de preencher a lacuna entre a educação e as empresas que buscam talentos, fornecendo habilidades de vida necessárias em diferentes indústrias. A empresa já ajudou cerca de 500 mil jovens mundo afora a encontrar um rumo para a carreira profissional. 

 

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  • http://bigdatabrasil.net Mauricio Ciglio

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