Estado é o segundo do país no PRIME

Encontro discute boas práticas em incubação

Encontro discute boas práticas em incubação

Santa Catarina foi um dos destaques na etapa de inscrições do PRIME – Programa Primeira Empresa, criado pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). O Estado teve 533 projetos encaminhados para participação do programa, por meio de dois agentes regionais – a incubadora CELTA, de Florianópolis, e o Instituto GENE, de Blumenau. Este número coloca Santa Catarina como o segundo no país em números de projetos – atrás somente de São Paulo, com 684 empresas inscritas, em seis agentes locais.

As informações foram apresentadas pelo coordenador da Rede Catarinense de Entidades Promotoras de Empreendimentos Tecnológicos (Recepet), Tony Chierighini, na abertura do 1º Workshop Catarinense de Incubadoras de Empresas, que inicia nesta segunda, dia 11, em Florianópolis.

O PRIME oferece às empresas de todo o país R$ 120 mil como subvenção econômica, sem reembolso, destinado a ações de fortalecimento da competência empresarial na promoção da inovação, por meio de um projeto de 12 meses de execução. Além disso, o PRIME permite acesso a um conjunto de capacitações para fortalecer e implementar o plano de negócio, a gestão empresarial, o marketing e a produção.

Municípios como Blumenau e Florianópolis ficaram à frente de cidades como Curitiba e Campinas, reconhecidos polos tecnológicos do país. Os números mostram a qualidade e a importância das incubadoras e dos projetos que temos em Santa Catarina.

Tony Chierighini, coordenador da Recepet e do CELTA

Hoje Santa Catarina tem cerca de 36 incubadoras, situadas nas mais diversas regiões do Estado, na sua maioria ligadas a atuação de Universidades regionais.

Santa Catarina tem um modelo inovador por natureza. Tanto na indústria tradicional, quanto agora nesta nova indústria: a tecnológica. Só na região da Grande Florianópolis, de 30 a 40 empresas de alta tecnologia são criadas anualmente. E as incubadoras tem papel fundamental nestes números. O desenvolvimento do setor tecnológico no Estado passa pelo fortalecimento dos núcleos regionais por meio de incubadoras – grande alavancadoras do processo de criação de empresas. As prefeituras, se quiserem mudar a matriz econômica de seus municípios para a indústria de tecnologia, de alto valor agregado, precisam dar sua contrapartida financeira.

Rui Gonçalves, presidente da ACATE

Workshop

O Workshop Catarinense de Incubadoras de Empresas é realizado pelo SEBRAE-SC, com o apoio da Recepet, e pretende discutir ações de fortalecimento do movimento de incubação catarinense. Durante os três dias, o evento irá reunir gerentes e os responsáveis pelas incubadoras, para que elas possam ser reconhcidas como ambientes de acessos a soluções, serviços e infra-estrutura para promoção de empreendimentos inovadores.

O modelo de incubação catarinense tem ano a ano se destacado em premiações no país. A incubadora CELTA, uma das primeiras do país, já ganhou por duas vezes o prêmio como melhor incubadora do Brasil. Ano passado, 2008, foi a vez do MIDI Tecnológico, incubadora mantida pelo SEBRAE-SC e administrada a ACATE, receber o Prêmio Nacional de Empreendedorismo Inovador, concedido pela Anprotec. A Pixeon, do MIDI, ganhou o prêmio como melhor empresa graduada do país e a Automatisa Sistemas, do CELTA, como melhor empresa incubada.

Tanto o MIDI, quanto as empresas Pixeon e Automatisa, foram homenageadas pelo SEBRAE-SC na noite desta segunda, na abertura do Workshop.

Autor: Rodrigo Lóssio

Jornalista formado pela UFSC, especialista em Propaganda e Marketing pela UNIVALI, com MBA em Gestão de Negócios, Mercados e Projetos Interativos pelo I-Group. É sócio-diretor da Dialetto e editor executivo do blog TI Santa Catarina.

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