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	<title>TI Santa Catarina &#187; Artigo</title>
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	<description>Tecnologia e Inovação em Santa Catarina</description>
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		<title>Reforço para as Startups de tecnologia em Santa Catarina</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Apr 2010 17:43:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação TISC</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Eric Santos
Apesar das diversas histórias que escutamos sobre empresas como Google, Youtube, Facebook, Twitter, ou mesmo alguns casos brasileiros mais conhecidos tais como Buscapé e Mercado Livre, a realidade é que a maioria das Startups fracassa. Para cada um desses casos de sucesso que ouvimos falar repetidamente, dezenas de empreendedores tentam reproduzir o mesmo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por <a href="#esantos">Eric Santos</a></p>
<p><img src="http://tisc.com.br/media/uploads/ericsantos.jpg" alt="" title="Eric Santos. Crédito: divulgação" width="200" height="255" class="alignright size-full wp-image-2962" /><em>Apesar das diversas histórias que escutamos sobre empresas como Google, Youtube, Facebook, Twitter, ou mesmo alguns casos brasileiros mais conhecidos tais como Buscapé e Mercado Livre, a realidade é que a maioria das Startups fracassa. Para cada um desses casos de sucesso que ouvimos falar repetidamente, dezenas de empreendedores tentam reproduzir o mesmo sonho e acabam ficando muito aquém da sua expectativa e potencial.</em></p>
<p><em>A razão desse fracasso pouco tem a ver com a questão tecnológica ou com a incapacidade dos fundadores de criar a equipe e o produto. A principal causa de morte das Startups é dada ao fato delas não conseguirem encontrar mercado o seu produto revolucionário. Ou nas palavras de Marc Andreessen, as Startups fracassam por (e somente por) não encontrarem o </em><a href="http://pmarca-archive.posterous.com/the-pmarca-guide-to-startups-part-4-the-only" target="_blank">Product/Market Fit</a><em>.</em><span id="more-2959"></span></p>
<p><em>Nos EUA, mesmo com a abundância de Capital de Risco, nos últimos anos tem crescido um movimento &#8211; puxado tanto por empreendedores quanto por investidores &#8211; que reconhece esse problema e propõe alternativas para aumentar significativamente a taxa de sucesso das novas empresas de base tecnológica. Esse movimento foi batizado de Lean Startup.</em></p>
<p><em>O conceito fundamental da Lean Startup parte do princípio de que grande parte da sua visão inicial do empreendedor sobre o negócio (produto, clientes, marketing, canais, etc.) são apenas hipóteses que devem ser provadas o quanto antes no mercado, e que esses componentes do negócio devem ser adaptados na medida em que novos fatos vão surgindo neste processo de validação da ideia no mercado.</em></p>
<p><em>Em uma Lean Startup, o empreendedor e o investidor entendem que há duas fases muito distintas da empresa: a fase da Procura pelo Negócio – com foco em experimentação e aprendizado &#8211; e a fase do Crescimento, com foco na execução de um modelo escalável que foi descoberto. Para garantir a passagem de uma fase à outra, a Lean Startup lança mão um processo proativo de investigação e desenvolvimento de clientes (Customer Development) combinado com técnicas de desenvolvimento ágil de produtos e rigor em métricas para aprendizado.</em></p>
<p><em>Promovermos e alinharmos esse movimento no Brasil e especialmente em Santa Catarina se faz ainda mais necessário do que nos EUA, já que o Capital de Risco por aqui é um recurso escasso e a maioria dos empreendedores não pode “se dar ao luxo” de errar. Tenho procurado ajudar a difundir alguns destes conceitos através do blog </em><a href="http://www.manualdastartup.com.br/" target="_blank"><em>Manual da Startup</em></a><em> e de algumas palestras e encontros, contado sempre com o apoio de diversas outras iniciativas, tais como o próprio </em><a href="http://www.tisc.com.br/" target="_blank"><em>TISC</em></a><em>.</em></p>
<p><em>Para ajudar nessa tarefa, no dia 23/04 faremos em Florianópolis a exibição simultânea da </em><a href="http://www.sllconf.com/" target="_blank">Startup Lessons Learned Conference</a><em>, evento que acontece em San Francisco-EUA com a participação dos principais pensadores e praticantes do movimento, que apresentarão e discutirão conceitos, técnicas e estudos de casos de sucesso. Além do Simulcast, durante a manhã teremos a formalização do grupo Floripa-Startups, uma apresentação conceitual sobre o tema Lean Startup, e espaço para networking entre os participantes. Esse evento pretende ser um pontapé inicial para novos eventos e encontros relacionados ao tema de empreendedorismo tecnológico em Santa Catarina.</em></p>
<p><em>Para conferir a agenda e se inscrever para participar do evento, basta acessar o </em><a href="http://www.meetup.com/Floripa-Startups/calendar/13090194/" target="_blank"><em>site do evento</em></a><em>.</em></p>
<p><a name="#esantos"></a><strong>Eric Santos</strong> (<a href="http://twitter.com/ericnsantos" target="_blank">@ericnsantos</a>) é empreendedor, entusiasta de <em>lean startup</em> e diretor executivo da <a href="http://www.praesto.com.br" target="_blank">Praesto Convergence</a>, de Florianópolis. </p>
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		<title>Computação em nuvem e a indústria da construção civil</title>
		<link>http://tisc.com.br/artigo/computacao-em-nuvem-e-a-industria-da-construcao-civil/</link>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 13:00:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Lóssio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Fabiano Closs
Na década de 80, a tecnologia da informação era algo muito limitado e adquirir e manter um ambiente computacional era algo proibitivo, pelo menos para a grande maioria das empresas da indústria da construção.
Na década de 90, o computador pessoal (PC) toma conta de lares e escritórios, e o ambiente cliente/servidor com sistemas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por <a href="#fcloss">Fabiano Closs</a></p>
<p><em>Na década de 80, a tecnologia da informação era algo muito limitado e adquirir e manter um ambiente computacional era algo proibitivo, pelo menos para a grande maioria das empresas da indústria da construção.</p>
<p>Na década de 90, o computador pessoal (PC) toma conta de lares e escritórios, e o ambiente cliente/servidor com sistemas gráficos viabilizados pela interface Windows aproximou ainda mais a informática das pessoas, gerando uma utilização de grande escala.</p>
<p>Nasce ali os sistemas de gestão integrados e o usuário começa a ganhar o poder da informação. Hoje, às portas de 2010, os softwares são todos desenvolvidos para a internet, ponto de encontro de tudo e de todos, e assim estão sempre disponíveis em qualquer lugar, onde e quando o usuário precisa, sem necessidade de instalações aqui e lá, tendo como requisito único um navegador internet.</p>
<p>A grande disseminação do acesso de banda larga e o crescente uso demandaram a criação de grandes centrais de processamento de dados &#8211; os data centers. Se você faz uma pesquisa, acessa seu e-mail, constrói um texto ou planilha diretamente no Google, com certeza estará usando o processamento dos milhares de servidores da empresa espalhados no mundo.</p>
<p>Hoje há milhares destes data centers e é nestes locais que estão seus arquivos de e-mail, sua compra de passagens aéreas, sua reserva de hotel, sua conta bancária, a central que comanda seu telefone celular, e às vezes o sistema de gestão que a sua empresa utiliza. As informações estão em servidores espalhados pelo mundo, ou como se diz hoje na área de tecnologia da informação &#8211; estão na nuvem.</p>
<p>Em função do uso em larga escala, é barato oferecer este serviço para as empresas. Assim, o ambiente de computação, servidores, manutenções, atualizações, entre outras questões que eram tratadas isoladamente por cada empresa estão se tornando um serviço contratado, isso mesmo, como água e luz que você não produz, apenas paga pelo uso a os grandes provedores destes serviços.</p>
<p>A indústria da construção é um dos segmentos que mais se beneficia desta tecnologia, pois a operação das empresas deste segmento ocorre normalmente física e temporariamente em lugares distintos. Vamos ao exemplo de uma construtora. Sua produção são as obras geograficamente dispersas, e locadas durante a execução das mesmas. A sua área de suprimentos parte está na obra que requisita materiais, movimenta estoque e parte está na administração central, que faz as cotações, negociações e outras atividades. A área comercial é ainda mais dinâmica, tendo que estar em lugares diferentes a todo o momento, com extrema necessidade de disponibilidade e mobilidade, sem precisar depender de instalações, configurações de software, isto ou aquilo.</p>
<p style="text-align: center;">
<a href="http://tisc.com.br/media/uploads/compsienge.jpg"><img class="size-full wp-image-1740 aligncenter" title="Funcionamento da computação na nuvem. Crédito: Divulgação/SIENGE" src="http://tisc.com.br/media/uploads/compsienge.jpg" alt="Funcionamento da computação na nuvem. Crédito: Divulgação/SIENGE" width="419" height="301" /></a></p>
<p>Este é o motivo do crescente uso de softwares 100% web neste segmento. Pois as empresas não precisam ter que instalar, configurar, manter e atualizar máquinas de acesso. Todos tem acesso ao mesmo sistema e a mesma informação em tempo real, compartilhando informações rapidamente e dando o ritmo que faz a diferença nos negócios de hoje. Atividades que resultam em melhoria na comunicação, visibilidade e melhoria na gestão como um todo.</p>
<p>A um passo a frente estão as empresas optam por não ter um área de informática com uma estruturas de pessoas, hardware e software para manter. Focam em sua atividade fim, contratando o software, hardware e todos os serviços agregados de um fornecedor que ofereça tudo em uma assinatura mensal. Este é o chamado software como serviço, ou o SaaS da sigla em inglês. Esta já é a realidade de centenas de construtoras no Brasil, mesmo as de pequeno e médio porte.</p>
<p>É sensível a adoção das empresas por este modelo. As nuvens estão formadas e mostram tempo bom para a indústria da construção.</em></p>
<p><a name="fcloss"></a><strong>Fabiano Closs</strong> é consultor em Software e Gerente Comercial da <a href="http://www.softplan.com.br" target="_blank">Softplan/Poligraph</a> de Florianópolis/SC, que desenvolve a solução <a href="http://www.sienge.com.br" target="_blank">SIENGE</a>.</p>
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		<title>Os muitos benefícios das cidades digitais</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Sep 2009 14:52:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação TISC</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Marcus Rocha
A tecnologia, quando bem utilizada na administração pública, traz grandes benefícios para todos. Um bom exemplo disso são as chamadas “Cidades Digitais” – aquelas cobertas pela rede internet metropolitana (Metropolitan Area Network, MAN). E já há várias delas no Brasil.
Os benefícios trazidos para os municípios que implantam projetos para se tornarem “Cidades Digitais” [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="#mrocha">por Marcus Rocha</a></p>
<p><img src="http://tisc.com.br/media/uploads/marcusrocha.jpg" alt="Marcus Rocha. Crédito: Divulgação" title="Marcus Rocha. Crédito: Divulgação" width="135" height="166" class="alignright size-full wp-image-1549" /><em>A tecnologia, quando bem utilizada na administração pública, traz grandes benefícios para todos. Um bom exemplo disso são as chamadas “Cidades Digitais” – aquelas cobertas pela rede internet metropolitana (Metropolitan Area Network, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rede_de_área_metropolitana" target="_blank">MAN</a>). E já há várias delas no Brasil.</p>
<p>Os benefícios trazidos para os municípios que implantam projetos para se tornarem “Cidades Digitais” são inúmeros, principalmente quando se vai além da tecnologia. Assim, as cidades têm a oportunidades de melhorar a gestão pública através da rede, não apenas proporcionando à população acesso à internet de qualidade e barato, mas principalmente elevando o nível dos serviços prestados pela Prefeitura nas áreas de educação, saúde, segurança, etc., implantando ações de Governo Eletrônico. Além disso, as Cidades Digitais criam oportunidades para fomentar o empreendedorismo e o desenvolvimento econômico dos municípios.</p>
<p>Para o poder público, cobrir toda a cidade com uma grande rede internet metropolitana traz muitas vantagens. A maior, sem dúvida, é a redução dos gastos com telefonia, já que a comunicação telefônica entre as várias repartições da prefeitura pode ser feita por VoIP (Voice over Internet Protocol), tornando os custos dessas ligações próximos de zero.</p>
<p>Também dá para economizar tempo e dinheiro, utilizando ferramentas da internet para conferência, reduzindo significativamente os deslocamentos para encontros e reuniões. Outra redução se verifica nos gastos com a própria internet, uma vez que os diversos contratos de conexões com a internet distribuídos nas repartições públicas (ADSL, Cabo, ou linha discada) são eliminados, porque todo o tráfego de internet passa a ser centralizado em um só ponto. Com isso, a prefeitura ganha também em segurança da informação.</p>
<p>Ao implantar a Cidade Digital, o governo municipal passa a dispor de um canal sofisticado para trabalhos, por exemplo, na área de educação. Com internet na cidade inteira, a prefeitura pode promover sozinha ou em parceria com governos e outras entidades, cursos à distância para a população e para os próprios servidores públicos. Com isso, toda a cidade pode experimentar um aumento de conhecimentos, que trará uma série de benefícios já no curto prazo. Ao contar com pessoas mais instruídas, as empresas tendem a ter maior vantagem competitiva, ampliando seus mercados e criando novos empregos, mais qualificados.</p>
<p>Além da educação à distância, a Prefeitura poderá prestar outros serviços à população de forma eletrônica, implantando ações de Governo Eletrônico (e-Gov) que estabeleçam um relacionamento de mão-dupla com a população que poderá em alguns casos até quebrar o conceito de “balcão de atendimento”. Assim, além de agilizar o atendimento à população por meio dos recursos da Internet, o governo municipal poderá realizar ações proativas, por meio do envio de avisos e alertas para os cidadãos, como a emissão de guias e certidões on-line; envio de lembretes para pagamento de impostos (IPVA, IPTU, etc.), campanhas de vacinação, matrícula na rede de ensino; campanhas de conscientização, etc. Essas informações poderão ser enviadas por e-mail, ou até mesmo por torpedo SMS.</p>
<p>Ao mesmo tempo em que melhoram a imagem do governo municipal perante a população, essas medidas geram grande economia, pois agilizam e organizam os serviços prestados pela Prefeitura, beneficiando o cidadão, ao mesmo tempo em que provocam uma reestruturação de processos que tende a diminuir gastos com retrabalho e excesso de burocracia.</p>
<p>Por esses e outros motivos é que o Governo Federal está priorizando a implantação de projetos de Cidades Digitais. Prova disso são os diversos fundos criados nos últimos anos para financiar esse tipo de projeto. Entre eles, podemos citar o FUST &#8211; Fundo de Universalização das Telecomunicações, o PMAT &#8211; Programa de Modernização da Administração Tributária e da Gestão dos Setores Sociais Básicos, do BNDES, e o PNAFM &#8211; Programa Nacional de Apoio à Modernização Administrativa e Fiscal, do Ministério da Fazenda. Porém, o acesso a esses fundos ainda é restrito, especialmente depois da crise econômica mundial, que afetou consideravelmente os investimentos em projetos nesta área.</p>
<p>Exemplos de cidades digitais bem sucedidas já podem ser encontrados em todas as regiões do país. De Abaetetuba, no interior do Pará, a Amparo, que integra o circuito das águas de São Paulo, passando por Queimados e Armação dos Búzios, no Rio de Janeiro. A cidade de Bonito, em Mato Grosso do Sul, conhecida pelo ecoturismo e por atrair turistas de todos os cantos, por sua beleza inigualável, anunciou que, até o final do ano, entrará em operação o projeto “Bonito Digital”. Essa iniciativa possibilitará acesso à internet gratuito a todos os habitantes e aos turistas, além de integrar a cidade, melhorando sensivelmente os serviços públicos prestados pela prefeitura.</p>
<p>As experiências de Cidades Digitais no Brasil demonstram que, além de suas muitas vantagens, a própria economia dos municípios tem uma melhora. O comércio de computadores ganha um forte impulso, o que também traz uma demanda por serviços para a configuração, o suporte e a manutenção dos equipamentos que foram vendidos.</p>
<p>Ao movimentar a economia, a cidade tem, naturalmente, aumentada a arrecadação de impostos. Somando-se a isso a economia gerada nos gastos com telecomunicações, além da melhoria dos serviços da Prefeitura, fica bastante claro que um projeto de Cidade Digital se paga rapidamente, desde que implantado com foco adequado. Ou seja, não basta apenas implantar a tecnologia, é necessário utilizá-la adequadamente e agregar valor por meio de serviços e conteúdos relevantes para a população e para a própria administração pública.</em></p>
<p><a name="mrocha"></a><strong>Marcus Rocha</strong> é Gerente de Inovação do Instituto de Estudos Avançados (<a href="http://www.iea.org.br" target="_blank">IEA</a>), de Florianópolis (SC), e especialista em projetos de inovação tecnológica e em gestão estratégica.   </p>
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		<title>E-gov, um aliado da democracia</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Aug 2009 15:25:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação TISC</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Carlos Eduardo Nascimento
O acesso à informação por meio do desenvolvimento de políticas de tecnologia da informação e comunicação (TIC) é uma conquista cada vez mais presente na democracia brasileira. Nesse sentido, o governo eletrônico (e-gov) é um grande aliado da democracia, com um único entrave, que é a utilização desse serviço por pessoas com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por Carlos Eduardo Nascimento</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1432" title="Carlos Eduardo Nascimento, o Lula. Crédito: Rodrigo Lóssio" src="http://tisc.com.br/media/uploads/carloseduardonascimento.jpg" alt="Carlos Eduardo Nascimento, o Lula. Crédito: Rodrigo Lóssio" width="162" height="205" /><em>O acesso à informação por meio do desenvolvimento de políticas de tecnologia da informação e comunicação (TIC) é uma conquista cada vez mais presente na democracia brasileira. Nesse sentido, o governo eletrônico (e-gov) é um grande aliado da democracia, com um único entrave, que é a utilização desse serviço por pessoas com mais estudo, o que não representa a realidade brasileira. Segundo a pesquisa “<a href="http://projetoredes.net/e-cidadao/index.htm" target="_blank">Perfil dos Usuários do Serviço Público Eletrônico</a>”, publicada em junho deste ano, a maioria (40%) dos usuários de serviços online do governo possui ensino superior completo, enquanto 29% terminaram o ensino médio e outros 30% a pós-graduação.</em><span id="more-1430"></span></p>
<p><em>Historicamente, Santa Catarina tem sido um estado pioneiro em alguns projetos de e-gov. Isso se deve, principalmente, aos últimos governantes do Estado, que entenderam que o uso das TICs pelo poder público poderia aumentar a capacidade de atendimento ao cidadão e melhorar a gestão publica. Além disso, a centralização das ações de TIC pelo Centro de Informática e Automação de Santa Catarina (<a href="http://www.ciasc.sc.gov.br" target="_blank">Ciasc</a>) tem possibilitado a implantação e o acompanhamento desses processos de maneira eficaz.</p>
<p>A implantação de governo eletrônico tem como primeiros resultados a redução de gastos e maior acesso à informação, permitindo uma maior  participação social e até um controle das ações realizadas pelos governantes. Isso, por si só, já é inovador, até porque a participação social é a principal busca de um governo democrático. O uso da tecnologia deve estar além do objetivo de racionalizar. Nesse caso, a importância maior é implementar formas mais eficazes, descentralizadas e, principalmente, transparentes, do gerenciamento público.</p>
<p>Nos últimos anos, a tecnologia e a inovação tornaram-se peças-chave para a competitividade na economia global. Em especial, as Tecnologias de Informações e Comunicação, incluindo os serviços Web, ganharam maior importância nos processos de negócio, para aprimorar a eficiência produtiva e o gerenciamento de recursos operacionais ou financeiros da empresa, inclusive a pública, permitindo, dessa forma, o fortalecimento de sua cadeia de valores.</p>
<p>As TICs não geram valor por si, mas são ferramentas poderosas que provocam mudanças nos processos de negócio e maior proximidade dos clientes, nesse caso, a população. As TICs desempenham o papel central desses componentes, transformando-se em uma das principais engrenagens de articulação dos processos operacionais dos governos para o fornecimento de fluxos de informação e de serviços públicos. Essa engrenagem, quando apoiada por um plano de governo alinhado aos anseios da sociedade, cria o ambiente propício para a implantação de programas de governo eletrônico, que está apoiada em uma nova visão do uso das tecnologias para a prestação de serviços públicos, mudando a maneira pela qual um governo interage com o cidadão, com empresas e com outros governos. O governo eletrônico favorece a melhoria dos serviços públicos e dos processos da administração pública, o aumento da eficiência, favorece a integração entre os órgãos do governo, aumenta a transparência e fomenta a participação democrática.</em></p>
<p><em>O problema do acesso, na verdade, não está no virtual e sim no real, já que não há interação, igualdade social e acesso igual à informação sem que sejam implementadas melhores condições educacionais para que a população possa se envolver de forma ampla com a política. O principal motivo desse afastamento é a dita exclusão digital e, talvez, a solução seja utilizá-la como oportunidade para a criação de mais projetos sociais, para que se consolide uma democracia eletrônica. Apenas a criação das ferramentas de e-gov não faz com que haja a democratização da informação. Cabe ao governo, até antes disso, proporcionar aos cidadãos uma educação básica para que esse acesso seja efetivado.</em></p>
<p><strong>Carlos Eduardo Nascimento</strong>, mais conhecido na TI catarinense como Lula, é presidente da Associação de Usuários de Informática e Telecomunicações de Santa Catarina (<a href="http://www.sc.sucesu.org.br" target="_blank">SUCESU-SC</a>) e diretor regional da <a href="http://www.vantix.com.br" target="_blank">Vantix Tecnologia</a>.</p>
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		<title>Florianópolis: Ilha do Silício?</title>
		<link>http://tisc.com.br/artigo/florianopolis-ilha-do-silicio/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 12:18:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação TISC</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Rui Luiz Gonçalves
Florianópolis tem um dos principais polos tecnológicos do país, desenvolvido pelo esforço de diversos atores &#8211; empreendedores, centros de ensino e pesquisa, incubadoras e instituições empresariais e governamentais. Tal cenário fez inúmeras vezes a mídia e autoridades a citarem a capital catarinense como a Ilha do Silício, em alusão ao mais conhecido [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por <a href="#ruig">Rui Luiz Gonçalves</a></p>
<p><em><img class="alignright size-full wp-image-847" title="Rui Gonçalves" src="http://tisc.com.br/media/uploads/ruigoncalves.jpg" alt="Rui Gonçalves" width="136" height="190" />Florianópolis tem um dos principais polos tecnológicos do país, desenvolvido pelo esforço de diversos atores &#8211; empreendedores, centros de ensino e pesquisa, incubadoras e instituições empresariais e governamentais. Tal cenário fez inúmeras vezes a mídia e autoridades a citarem a capital catarinense como a Ilha do Silício, em alusão ao mais conhecido polo tecnológico do mundo &#8211; o Vale do Silício, no estado americano da Califórnia.</p>
<p>Tive a oportunidade de integrar no início do mês uma missão técnica brasileira aos Estados Unidos, que participou do <a href="http://www.iasp.ws" target="_blank">IASP</a> &#8211; World Conference on Science and Technology. Além do evento, o grupo visitou entre outras instituições, o Research Triangle Park, a Stanford University, além de multinacionais do setor de TI como Google e Microsoft. Dá para comparar o desenvolvimento tecnológico que encontramos na bela Ilha de Santa Catarina com o do Vale do Silício? Num primeiro momento, fica claro que temos muito a evoluir, para iniciar uma comparação.</em><span id="more-845"></span></p>
<p><em>Chega-se a conclusão de que não é somente a tecnologia o grande fator alavancador de empresas nos Estados Unidos, mas sim todo cenário de negócios e investimentos encontrado. A mentalidade de se criar empresas com potencial global desde a sua gestação faz a diferença. O ambiente propício para o capital de risco e um grande apoio dos governos municipais e estaduais contribuem neste cenário.</p>
<p>As empresas do Vale do Silício são responsáveis por toda uma cadeia de desenvolvimento da região, que vai muito além da tecnologia. Há diversos negócios em torno daquele ambiente que fazem o desenvolvimento da região prosperar, como a negociação imobiliária e o próprio turismo tecnológico.</p>
<p>A qualidade de vida nas regiões em torno dos parques tecnológicos visitados é de elevado nível. Precisamos reproduzir isso em Florianópolis e em outras cidades do Estado, que possuem também o turismo como economia propulsora, por conta de nossas belezas naturais, clima atrativo, entre outros fatores.</p>
<p>Situação semelhante pode viver Florianópolis se houver grandes investimentos para o crescimento do setor, alavancando outras economias como a construção civil e o turismo. Além disso, é preciso cada vez mais fortalecer no Estado as Universidades como celeiro de mão-de-obra qualificada e de ponta para o setor. Precisamos tornar a ilha num centro de captação de recursos humanos de toda a América Latina, principalmente de engenheiros e profissionais de computação.</p>
<p>No cenário brasileiro, é preciso mudar também o paradigma no que diz respeito ao relacionamento entre universidade e empresa, pesquisador e empresário. Estas duas instituições precisam estar cada vez mais próximas. Mestres, doutores precisam participar e estarem ativos dentro de empresas, contribuir na inovação dos negócios, na criação de patentes de tecnologias. As universidades precisam integrar joint ventures e serem incentivadas a participar do negócio da tecnologia.</p>
<p>Santa Catarina e o Brasil precisam acompanhar e de fato se posicionarem como players no mercado mundial da tecnologia. Temos que abrir caminho para que conheçam o que aqui desenvolvemos. Com as empresas começando a serem criadas pensando globalmente, o polo tecnológico catarinense passará a seduzir investidores do mundo inteiro. É preciso despertar o interesse deles para conhecerem nossos negócios e o Estado estar preparado para estar e se manter atrativo.</p>
<p>Ainda no quesito capital de risco, alguns números deixam claro o cenário de negócios nos Estados Unidos. O investimento médio de venture capital em empresas americanas, startups, é de US$ 6,5 milhões, em negócios nascentes. Empresas que faturam anualmente de US$ 10 a 15 milhões conseguem captar, em média, até R$ 50 milhões. No Brasil, a realidade é totalmente diferente &#8211; uma empresa de R$ 10 milhões tem dificuldades de captar recursos de até R$ 5 milhões, por exemplo. A Microsoft pagou US$ 240 milhões em 2007, por 1,6% do Facebook, que ainda não tinha um modelo de receita definido, consolidado.</p>
<p>Imagine uma empresa instalada em um dos polos tecnológicos catarinenses recebendo investimento de capital de risco de investidores de outros países, no volume que empresas americanas recebem &#8211; entre US$ 10 e 20 milhões. Seria a real possibilidade de  empresas hoje líderes do mercado nacional se tornarem líderes mundiais no seus respectivos ramos de atuação. Para isso acontecer, acredito que basta formarmos e garantirmos cases locais com potencial de se tornarem globais. Selecionar algumas dezenas de empresas e, com o apoio de órgãos de fomento, universidades e governos, torná-las de excelência mundial.</p>
<p>Por fim, para um polo tecnológico ser um case de sucesso é preciso unir todos os agentes de desenvolvimento da região, apontando para o mesmo objetivo: o desenvolvimento de uma indústria de tecnologia. Assim, a Ilha do Silício estará logo ali.</em></p>
<p><a name="ruig"></a><strong>Rui Gonçalves</strong> é presidente da Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (<a href="http://www.acate.com.br" target="_blank">ACATE</a>)</p>
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		<title>Um grande futuro para a in-game advertising</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Jun 2009 17:38:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação TISC</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Emilio Cerri
O investimento publicitário em games alcançará 1 bilhão de dólares até 2014, afirma a empresa de pesquisas Screen Digest. De fato, os games converteram-se em um mercado de massa com elevada audiência. A publicidade no formato &#8220;in-game advertising&#8221; conta com uma série de vantagens como a exatidão da segmentação e a ampla opção [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por <a href="#emilioc">Emilio Cerri</a></p>
<p><em>O investimento publicitário em games alcançará 1 bilhão de dólares até 2014, <a href="http://www.screendigest.com/reports/09ingameadvertsingmaandfto2014/pdf/09InGameAdvertisingMAandFto2014-pdf/view.html" target="_blank">afirma a empresa de pesquisas Screen Digest</a>. De fato, os games converteram-se em um mercado de massa com elevada audiência. A publicidade no formato &#8220;in-game advertising&#8221; conta com uma série de vantagens como a exatidão da segmentação e a ampla opção de avaliação das campanhas, além, é claro, do elevado compromisso dos usuários e a disponibilidades dos públicos-alvo. </em></p>
<p><em>Os meios &#8220;clássicos&#8221; não permitem tal pontaria. A publicidade dinâmica nos games oferece às marcas as mesmas vantagens de outras plataformas digitais, ainda que em um ambiente bem mais controlável do que nas social-media.</em></p>
<p><em>Creio que essa é uma <strong>boa notícia para Florianópolis que se tornou um importante polo criador e produtor de games</strong>. Mas, já está na hora de começar também a evangelização de desenvolvedores e do trade do marketing &#8211; especialmente anunciantes e agências &#8211; para essas novas oportunidades de mídia e &#8220;engagement&#8221;, levando em conta que não basta dominar o idioma tecnológico. Vai ser preciso bastante &#8220;marquetês&#8221;.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>P.S. O completo estudo &#8220;<a href="http://www.screendigest.com/reports/09ingameadvertsingmaandfto2014/pdf/09InGameAdvertisingMAandFto2014-pdf/view.html" target="_blank">In-Game Advertising: Market Assessment and Forecasts to 2014</a>&#8221; pode ser comprado online (em PDF) por cerca de 2000 dólares. Vale a pena.</em></p>
<p><a name="emilioc"></a>Emílio Cerri é consultor e editor do blog <a href="http://www.comgurus.com.br" target="_blank">ComGurus</a></p>
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		<title>Inovar é preciso</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 14:16:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação TISC</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Marcelo Ferrari Wolowski
O atual cenário da economia mundial mostra que as empresas vão precisar ter mais do que disciplina e competência para atravessar a crise. Uma dose de ousadia será necessária para os que querem sobreviver. E a medida certa desta ousadia passa pela inovação. Inovar no sentido de implantar ideias novas, seja em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por <a href="#marcelow">Marcelo Ferrari Wolowski</a></p>
<p><em><img class="size-full wp-image-520 alignright" title="Marcelo Wolowski. Crédito: Divulgação" src="http://tisc.com.br/media/uploads/marcelow.jpg" alt="Marcelo Wolowski. Crédito: Divulgação" width="130" height="159" />O atual cenário da economia mundial mostra que as empresas vão precisar ter mais do que disciplina e competência para atravessar a crise. Uma dose de ousadia será necessária para os que querem sobreviver. E a medida certa desta ousadia passa pela inovação. Inovar no sentido de implantar ideias novas, seja em produtos ou processos, que efetivamente tragam um ganho de competitividade para a empresa. Essa necessidade de inovação é constante, mas faz-se fundamental em épocas de crise, quando o consumidor passa a ser mais criterioso com seus gastos. Ganham as empresas que conseguirem satisfazer e até mesmo superar as necessidades deste consumidor cada dia mais exigente.</em><span id="more-519"></span></p>
<p><em>A boa notícia para as empresas é que investir em inovação está mais acessível. O Governo brasileiro tem incentivado a criação de linhas de fomento para quem está disposto a inovar.</em></p>
<p><em>Alguns exemplos vêm da Finep, como o Programa Inova Brasil, que tem orçamento este ano de R$ 1 bilhão para operações de crédito, e o Subvenção Econômica, que concede R$ 450 milhões em recursos não-reembolsáveis, além do Programa Juro Zero, que é dedicado exclusivamente para as micro e pequenas empresas inovadoras. Santa Catarina é o estado que lidera o ranking nacional de projetos aprovados neste programa. A participação do Estado, desde a criação do Programa Juro Zero, é superior a 50% do total de aprovações.</em></p>
<p><em>Outra opção que tem crescido são os aportes de capital de fundos de venture capital e private equity. Segundo pesquisa da Latin America Venture Capital Association, o Brasil possui uma posição única nesse mercado e sua economia consolidada está atraindo investidores externos. De acordo com a entidade, o Brasil domina a região com o volume de investimento de US$ 2.4 bilhões no ano de 2008.</em></p>
<p><em>As linhas de financiamento oferecidas pela FINEP e BNDES para as empresas que buscam investir em inovação são bem atrativas. Para se ter uma idéia, o Programa Juro Zero (FINEP), direcionado às MPEs, permite a empresa quitar o financiamento em 100 parcelas iguais, sem juros. Já o Inova Brasil (FINEP), recomendado para as MGEs, tem taxas de juros fixas que vão de 4,25% ao ano a 5,25% ao ano, além de longos prazos de carência e amortização.</em></p>
<p><em>Enfim, há opções no mercado financeiro às empresas que investem em inovação, derrubando mitos como &#8220;é caro investir&#8221; ou &#8220;o governo não apóia a inovação nas empresas&#8221;.</em></p>
<p><em>A inovação nas empresas precisa ser entendida como uma estratégia empresarial , sendo questão de vantagem competitiva e de sobrevivência a elas.</em></p>
<p><a name="marcelow"></a><strong>Marcelo Ferrari Wolowski</strong> é diretor da BZPlan Consultoria  e Administração de Recursos</p>
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		<title>Impactos econômicos e sociais do bloqueio ao telemarketing</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Jun 2009 21:30:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação TISC</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[cláudio sá]]></category>
		<category><![CDATA[contact center]]></category>
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		<description><![CDATA[por Cláudio Sá
A importância econômica e social do setor de Call Centers no Brasil é muito expressiva e a redução da atividade, gerada pela Lei Estadual de SP 13.226/08 que proíbe ligações de telemarketing para quem se cadastrar, deve ter um impacto significativo nas atividades econômicas do setor. Só para se ter uma idéia, segundo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por <a href="#claudiosa">Cláudio Sá</a></p>
<p><img class="size-full wp-image-467 alignright" title="Cláudio Sá. Crédito: Divulgação" src="http://tisc.com.br/media/uploads/claudiosa.jpg" alt="Cláudio Sá. Crédito: Divulgação" width="140" height="170" /><em>A importância econômica e social do setor de Call Centers no Brasil é muito expressiva e a redução da atividade, gerada pela Lei Estadual de SP 13.226/08 que proíbe ligações de telemarketing para quem se cadastrar, deve ter um impacto significativo nas atividades econômicas do setor. Só para se ter uma idéia, segundo a ABT – Associação Brasileira de Telesserviços –, as centrais de atendimento empregam quase um milhão de pessoas em todo o país, especialmente jovens com idade entre 18 e 24 anos, em seu primeiro emprego. Este único fator já mereceria uma discussão mais aprofundada sobre o tema e a busca de alternativas menos danosas.</em></p>
<p><em>Não é preciso ir muito longe para perceber qual será o impacto econômico e social que medidas desse espectro causam. Basta lembrar que uma iniciativa semelhante, nos Estados Unidos, em 2003, a ‘Do not Call list’, gerou prejuízos da ordem de US$ 50 bilhões e fechamento de postos de trabalho. Lá, a determinação foi responsável por dois milhões de pessoas desempregadas, em um universo de 6,5 milhões de trabalhadores desse setor, segundo a Frost &amp; Sullivan.</em></p>
<p><em>Aqui, outro agravante socioeconômico é o fato de que a ABT informa que quase 77% dos trabalhadores do setor são mulheres. Ora, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA, as famílias chefiadas por mulheres, em 2007, somavam 33%.</em></p>
<p><em>A Lei Estadual de SP 13.226/08, regulamentada pelo Decreto Estadual 53.921/08, prevê o bloqueio de ligações de telemarketing para pessoas que se cadastrarem. Muito embora seja uma Lei que vai vigorar apenas no Estado de São Paulo, o impacto será nacional, uma vez que call centers de todo o Brasil não poderão mais ligar para os números cadastrados. Além disso, de acordo com a ABT, o eixo São Paulo – Rio de Janeiro concentra 80% das empresas do segmento.</em></p>
<p><em>Mais do que isso, estamos diante da real possibilidade da criação da lista nacional de bloqueio ao telemarketing, à semelhança da lista Do Not Call nos EUA, afinal São Paulo é hoje o principal centro econômico-financeiro do Brasil. As ações ali adotadas são referência para os demais estados da Federação.</em></p>
<p><em>É óbvio que abusos precisam sempre ser coibidos, mas quem atua diretamente no setor sabe o quanto se tem buscado regulamentar as ações, estabelecendo normas de conduta. Ao mesmo tempo, se vê uma corrida pela profissionalização, suportada por altos investimentos em tecnologia. A tecnologia, que auxilia a reduzir custos, aumentar produtividade e aprimorar a gestão, facilmente se adapta à nova regulamentação. Todos os fornecedores de soluções para Call Centers e Contact Centers são capazes de atender à nova lei. No entanto, a questão é: qual será o impacto se tratarmos de novas funcionalidades ao invés de nos preocuparmos com o futuro do setor?</em></p>
<p><em>Do lado de cá da linha, o atendente tem sido exaustivamente treinado. As centrais criam novos scripts, fazem auditoria, gravam os contatos tanto para preservar a verdade como para aprimorar a qualidade dos contatos. A reciclagem contínua, por sua vez, é fundamental para os profissionais iniciantes, que são maioria nas centrais de atendimento, como mencionamos. Ainda faltam ajustes, sem dúvida, mas não há outras alternativas que não o corte brusco do público consumidor? Antes de partirmos para o bloqueio do telemarketing, por que não esgotar as possibilidades de adequação do serviço? Há de se pensar na adoção de políticas que regulamentem a comercialização de cadastros, de restrições ao uso de cadastros de celulares e de horários para a realização das ligações.</em></p>
<p><em>Desenvolver tecnologias que atendam às novas regulamentações tem sido o caminho que alguns têm buscado, mas a grande demanda para players diretos e indiretos do setor, hoje, deve ser apenas uma: reivindicar reflexão de todo o conjunto da sociedade, em busca de alternativas viáveis, que respeitem os consumidores e não causem desemprego e prejuízos a este mercado, que luta para crescer e se manter competitivo, bem como, toda uma cadeia que o circunda. A palavra é buscar alternativas e tecnologia para o aprimoramento dos contatos e não que coadunem com a extirpação do setor de call centers. Até quando iremos adotar medidas que afetam nossa sociedade a partir de modelos de outras nações? Será que não temos competência suficiente para identificarmos nossas necessidades e anseios?</em></p>
<p><strong><a name="claudiosa"></a>Cláudio Sá</strong> é presidente da Teclan, líder nacional em tecnologia de Directory Assistance e referência brasileira no desenvolvimento de softwares para call centers e contact centers.</p>
<p><strong>Sobre a Teclan</strong><br />
<a href="http://www.teclan.com.br"><img class="size-full wp-image-466 alignright" title="Teclan" src="http://tisc.com.br/media/uploads/logo_teclan.gif" alt="Teclan" width="91" height="53" /></a>A catarinense Teclan é referência brasileira no desenvolvimento de softwares para call centers e contact centers, atendendo desde pequenas empresas até as maiores operadoras de telefonia do País. Com uma equipe profissional altamente qualificada e tecnologia de última geração, a Teclan oferece ao mercado uma linha completa de soluções capazes de aumentar a produtividade, otimizar recursos e facilitar a gestão das operações em centrais de atendimento. Entre seus produtos estão sistemas avançados de discagem automática, gravação digital, URA, soluções de monitoração e de gestão de desempenho, PABX IP e outras para automação das operações de call Center.</p>
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